Daniela Arrais/Divulgação

O que é o amor pra você hoje? Com esta pergunta a jornalista e blogueira Daniela Arrais entrevista e grava em vídeo diversas pessoas, de celebridades a presidenciáveis (veja vídeo abaixo), de garotos à doutores e poetas que estão acostumados aos dramas, delícias, dores e vícios das coisas do amor. Já são mais de 50 entrevistas, mas segundo ela própria, não é a pessoa mais organizada do mundo, e acabou deixando alguns de lado e ainda tem vários guardados. Em seu blog-site Don’t Touch My Moleskine, Dani mantém outras séries no mais fidedigno estilo colaborativo da rede na qual várias pessoas participam com textos sobre as dores do fim dos amores denominada de “Fratura Exposta” e também “Eu quero uma vida lazer” (referência a uma das personagens do filme “Viajo porque preciso, volto porque te amo”, de Marcelo Gomes and Karim Aïnouz). Nesta última, as pessoas participam com imagens que traduzam esta vontade.

Internetcidade_Como começou essa história? Como você tem colhido os depoimentos?

Dani Arrais_Eu tinha acabado um namoro turbulento, já não sabia mais o que fazer pra não chorar, sofrer, pensar na perda o tempo todo. Aí resolvi sair um pouco da minha cabeça e do meu coração pra ver o que as pessoas tinham a me dizer sobre essa grande coisa que é o amor. Pergunto quando dá vontade (e quando estou com a câmera, lógico). Fico com vontade, explico que tenho uma série no blog em que pergunto a mesma coisa pra um monte de gente e faço a pergunta.

IC_Pra você, quem melhor definiu o amor nos dias de hoje? Ou de quem você gostou mais?

Dani_Gosto de todos, de verdade. Mas tem uns que são de cair o queixo, como o Xico Sá, o Contardo Calligaris, um menino chamado Ash, uma senhora chamada Clarice… Sou apegada a todos!

IC_Nesta busca, o que você tem descoberto sobre o amor?

Dani_Que ele pode ser diferente sempre. Mas que é a coisa que todo mundo quer e busca na vida.

IC_Mas não há algum problema em se perguntar o que o amor nos dias de hoje? O amor não é e sempre será o amor?

Dani_Sempre será, mas ele muda tanto, né? Ou é a gente que muda? Imagina quando a gente tinha 13 anos…era tão diferente. O amor que eu senti há um, dois anos, é diferente do que eu vou sentir daqui a um ano, dois anos. Eu gosto do recorte do hoje porque tira o peso de dar uma definição só pra uma coisa que muda tanto com o tempo e com a vivência.

IC_E o que é o amor pra você hoje?

Dani_Acho que é uma saudade sem destinatário certo.

Veja um dos vídeos da série “O que é o amor pra você hoje?”, com a ex-ministra e candidata à presidência Marina Silva.